As eleições estaduais em Minas Gerais em 2026 ocorrerão inicialmente em turno único, a ser realizado em 4 de outubro do referido ano, com objetivo de eleger um governador, um vice-governador, dois senadores, cinquenta e três deputados federais e setenta e sete deputados estaduais que serão responsáveis pela administração do estado por um mandato de quatro anos, entre 6 de janeiro de 2027 até 6 de janeiro de 2031. O processo eleitoral de 2026 está marcado pela sucessão para o cargo ocupado por Mateus Simões, do PSD, vice-governador eleito em 2022 pelo NOVO que assumiu o cargo em 22 de março de 2026 com a renúncia do titular Romeu Zema (NOVO) para disputar a eleição à Presidência da República. Pela legislação eleitoral, Simões está apto para disputar a reeleição. Para a eleição ao Senado Federal, estão em disputa as vagas ocupadas por Rodrigo Pacheco (PSB) e Carlos Viana (PSD), eleitos em 2018, respectivamente, pelos extintos Democratas e PHS.
Calendário eleitoral Como parte das eleições gerais no Brasil em 2026, as eleições estaduais em Minas Gerais seguem o calendário delas:
Antecedentes Romeu Zema (NOVO) foi eleito governador pela primeira vez em 2018 com 71,80% dos votos válidos, vencendo Antonio Anastasia (à época do PSDB) no segundo turno, obtendo a segunda maior porcentagem da história do estado desde Aécio Neves (PSDB) em 2006. A eleição de Zema chamou a atenção da imprensa na época devido a forte rejeição nacional de políticos ligados ao "centrão", além do sentimento antipetista que era maior naquele período com a reprovação em alta da gestão de Fernando Pimentel (PT), criticado pelos atrasos no pagamento de funcionários públicos e a elevação da dívida mineira com a união, somado também ao impeachment de Dilma Rousseff devido as denúncias de pedalada fiscal e crime de responsabilidade em 2016, além da prisão do então ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Zema também havia declarado apoio ao então candidato Jair Bolsonaro (à época do PSL), o que teria motivado a sua eleição pelo desejo de renovação (apesar do diretório nacional ter reprovado a atitude), além do NOVO não ter feito coligação naquele pleito. Em seu primeiro mandato, Zema havia aprovado a nova organização do secretariado mineiro que reduziria o número de secretarias de 21 para 12 e extinguiria 3,6 mil de cargos comissionados, afirmando que economizaria 1 bilhão de reais durante seus 4 anos de governo, mesmo com os servidores ainda tendo os salários atrasados. Após 4 meses de tramitação, em maio, a reforma foi aprovada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais, porém o Zema vetou a proibição de "jetons", algo que aumentava o salário dos secretários de estado e ele havia criticado na campanha eleitoral, defendendo sua mudança de opinião o governante afirmou que "após constatar a realidade efetiva do Estado, atestou sua utilidade". Em 2020, devido a pressões da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais, Zema enviou um projeto de lei que dava um reajuste de 41% para os servidores públicos de segurança pública em 3 anos, porém a bancada parlamentar do PT obteve sucesso em ampliar o reajuste para todos os funcionários, algo que aumentaria significativamente o déficit público do estado. Após aprovação pelo Plenário, Zema vetou quase que integralmente o texto, mantendo o reajuste de 13% apenas para os servidores da segurança pública. Zema sofreu duras críticas na sua atuação, com a mídia comentando que seria a "maior crise política do governo", o Partido Novo nacional recomendando o veto completo do projeto, o secretário do governo Olavo Bilac Pinto Neto pedindo sua exoneração devido a considerar inviável a articulação do governo e o vice Paulo Brant anunciando sua desfiliação do NOVO por considerar que o partido "tem escolhido manter-se à margem das coalizões". Em 2022, foi reeleito governador ainda no primeiro turno com 56,18% dos votos válidos, derrotando Alexandre Kalil (à época do PSD). Mas, diferente de 2018, acabou recebendo o apoio de partidos como Avante, PP, Solidariedade, PODE, Patriota, PMN, MDB, DC e Agir, além de ter se mantido neutro dessa vez sem declarar apoio à Lula e nem à Bolsonaro, declarando ao último apenas no segundo turno. Após sua reeleição em 2022, Zema priorizou investimentos em infraestrutura em Minas Gerais, com foco na retomada de obras paralisadas e na modernização de rodovias e saneamento básico. Durante as eleições municipais de 2024, o NOVO elegeu 18 prefeitos (14 novos e quatro reeleitos) e aumentando em 800% o número de vereadores eleitos, com 7.604 candidaturas ante 620 em 2020. No entanto, acabou não repetindo o sucesso em Belo Horizonte, onde apoiou Bruno Engler (PL), que acabou sendo derrotado por Fuad Noman (PSD) no segundo turno. Em 16 de agosto de 2025, durante o 9.o Encontro Nacional do Partido Novo, realizado em São Paulo, Romeu anunciou a sua pré-candidatura à presidência, prometendo "varrer o PT do mapa", além de ter realizado críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, por “abusos e perseguições” e defendeu a saída do Brasil do BRICS, bloco econômico que inclui nações como China e Rússia. A pré-candidatura de Zema enfrentou algumas resistências por parte da direita brasileira, sobretudo pelo excesso de candidaturas de opositores ao governo Lula como Ronaldo Caiado (PSD) e Flávio Bolsonaro (PL), apesar de ter sido cogitado para se candidatar a vice-presidente na chapa de Flávio, fato este negado por Romeu. Zema renunciaria no dia 22 de março de 2026, efetivando Mateus Simões (PSD), seu vice, como o novo governador de Minas Gerais.
Candidatos ao governo
Desistências Rodrigo Pacheco (PSB) – Senador por Minas Gerais (2019–2026). Apesar de ter anunciado uma pré-candidatura ao governo de Minas Gerais e ter contado com o apoio do PT, Pacheco decidiu não seguir adiante com o projeto alegando falta de uma frente ampla. Jarbas Soares (PSB) – Promotor de Justiça (1990–2026). Retirou sua pré-candidatura ao governo do Estado para ser vice na chapa do candidato Patrus Ananias (PT). Charlles Evangelista (PL) – Deputado Federal por Minas Gerais (2019–2023). Retirou sua pré-candidatura a vice na chapa de Flávio Roscoe (PL) em consenso com o partido a fim de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.
Candidaturas retiradas Maria da Consolação (PSOL) — Professora. Teve sua pré-candidatura retirada pelo PSOL em 26 de julho após a federação do partido declarar apoio à Patrus Ananias (PT).
Candidatos a senador
A eleição senatorial em Minas Gerais ocorrerá em um único turno no dia 4 de outubro de 2026 com a finalidade de renovar 2/3 da representação estadual no Senado Federal do Brasil. Estão em jogo as cadeiras de Rodrigo Pacheco (PSB) e Carlos Viana (PSD). Rodrigo Pacheco foi eleito em 2018 pelo extinto DEM. Em 2021 foi indicado pelo seu partido para disputar a Presidência do Senado. Foi eleito com 57 votos, derrotando Simone Tebet (MDB-MS), com apoio tanto do governo quanto da oposição. Em outubro do mesmo ano, trocou o DEM pelo PSD. Em 27 de outubro, foi oficialmente filiado e anunciado como pré-candidato à presidência da República, como um nome para compor a 'terceira via'; todavia, desistiu da candidatura em março do ano seguinte. Pacheco foi reeleito presidente do Senado em 1o de fevereiro de 2023, apoiado pelo governo Lula, após receber 49 votos, derrotando o senador Rogério Marinho (PL-RN), que recebeu outros 32 votos. Carlos Viana foi eleito pelo extinto PHS em 2018 e no final do mesmo ano, trocou o PHS pelo PSD, ficando até 2021, quando migrou para o MDB e depois para o PL, ficando até 2023, quando se filiou ao PODE e foi lançado como candidato à prefeito de Belo Horizonte em 2024. Em março de 2026, voltou ao PSD para tentar a reeleição.
Desistências Marcelo Heringer (PDT) – Médico. Retirou sua candidatura em 26 de agosto, em favor da candidatura de Aécio Neves (PSDB) onde virou candidato á Segundo Suplente Gustavo Galassi (PSDB) – Retirou sua candidatura em 27 de agosto, em favor da candidatura de Aécio Neves (PSDB) Onde virou candidato á Primeiro Suplente
Candidaturas retiradas Paulo Roberto (MDB) – Empresário. Teve sua pré-candidatura substituída por Arcanjo Pimenta (MDB) pelo partido, a fim de ampliar a diversidade na chapa e representar populações negras nas eleições.
Pesquisas de opinião
Desde as eleições de 2022, empresas de pesquisa de opinião publicam informações que rastreiam a intenção de voto para a eleição para governador e senador em 2026. Os resultados estão listados no artigo citado. Todas os cenários se referem a pesquisas estimuladas, quando uma lista de candidatos é apresentada ao entrevistado.
Debates Os debates televisionados estão previstos para ocorrer entre os dias 16 de agosto e 29 de setembro de 2026 no primeiro turno:
Notas e referências
Notas
Referências