Worst Girl in America (estilizado em letras maiúsculas como WOR$T GIRL IN AMERICA) é o terceiro álbum de estúdio da cantora norte-americana Slayyyter. O seu lançamento ocorreu em 27 de março de 2026, através das gravadoras Records e Columbia Records. O álbum é inspirado na infância de Slayyyter em St. Louis e em personagens de sua adolescência; a artista o descreve como um "retrato de uma mulher do Meio-Oeste". O álbum foi precedido pelo lançamento de cinco singles e alcançou o topo da parada Dance/Electronic Albums dos Estados Unidos.
Antecedentes e desenvolvimento Em comparação com Troubled Paradise (2021) e Starfucker (2023), Slayyyter descreveu o álbum como "mais autenticamente dela" e um no qual ela tentou revisitar os sons formativos de sua adolescência. O álbum também foi inspirado na música que ela ouvia em seu iPod quando era mais jovem, que consistia em uma mistura de pop, punk e rap. As inspirações sonoras de Slayyyter para o projeto incluíram How to Dismantle an Atomic Bomb do U2, The Fame de Lady Gaga e Yeezus de Kanye West, bem como artistas Santigold, M.I.A., Kid Cudi, Gorillaz, Ladytron, Soulwax, Sebastian, Death Grips, Crystal Castles e ASAP Rocky. Segundo Slayyyter, a inspiração para o título do álbum surgiu de seus amigos skatistas de St. Louis, dizendo: "Existe um termo ou apelido para quando alguém que bebe demais, tipo 'Ele é o pior cara/a pior garota'. Parece que poderia ser um termo carinhoso, mas também pode ser algo que me deixa insegura e ansiosa depois de uma noite de festa." Ela sentiu que o título "Worst Girl in America" poderia representar suas próprias inseguranças sobre não se encaixar com seus pares ou ser vista como uma artista ou pessoa "boa". Em um nível mais profundo, Worst Girl in America é a história da garota solitária de uma pequena cidade do Meio-Oeste americano, que ansiava por um relacionamento saudável com o pai — e uma saída. Em Worst Girl, ela se sentiu livre para reivindicar sua própria imagem artística e fazer música para si mesma, em vez de para um público comercial ou para a fama no TikTok. Slayyyter disse que nunca se chamaria ou se sentiria como uma celebridade, criticou a divisão de classes entre celebridade e consumidor e se rotulou como uma "anti-estrela pop". Ela também criticou a natureza "interligada e performática" da indústria musical e os relacionamentos falsos entre as figuras da indústria.
Composição Em seu estilo vocal em "Brittany Murphy", Slayyyter usou Auto-Tune e cantou com uma voz robótica para se sentir confortável interpretando a letra sombria e pessoal da música. A persona do álbum de Slayyyter foi fortemente inspirada em Brittany Murphy e seus papéis no cinema. Ela também apresentou a personagem principal como uma "Pick Me Girl" que só anda com homens. Slayyyter optou intencionalmente por não ter vários outros compositores presentes durante a produção do álbum, mantendo o processo de gravação restrito a ela e aos produtores. Ela e seus colaboradores utilizaram uma técnica de distorção para alterar sua voz em diversas faixas do álbum.
Canções De acordo com Slayyyter, a música 'Dance..." serviu de referência para as demais canções do álbum, já que foi uma das primeiras que ela escreveu para o projeto. Slayyyter afirmou em março de 2026 que "Beat Up Chanels", o segundo single do álbum, é a melhor música que ela já fez. Ela descreveu a música como uma exploração de seu som "rap agressivo", enquanto também se inclina para seus vocais "soft pop" mais tristes. "Old Technology" foi uma das primeiras músicas que Slayyyter escreveu para o álbum. Ela a descreveu como uma exploração "electro punk" do abuso de drogas, recaída e autodestruição. "Old Technology" também é uma ode a tecnologias do passado, como câmeras digitais, fonógrafo, iPods e aparelhos de som portáteis. "Gas Station" foi uma das primeiras músicas que definiram o conceito de "música para iPod" do projeto, e foi inspirada pela música eletrônica indie de 2010—11. Segundo Slayyyter, "Unknown Lovers" foi escrita como uma música "insegura" sobre ter uma atração por alguém, marcando um contraste com o som de "Yes Goddd". "I'm Actually Kind of Famous" serviu de ponte entre Starfucker e Worst Girl, segundo Slayyyter, na qual ela tentou descrever a sensação de se convencer de que é importante em uma festa. A segunda metade da música foi inspirada por alucinações induzidas por LSD e sentimentos de insegurança. Slayyyter descreveu "Brittany Murphy" como uma "entrada de diário muito pessoal" sobre seus pensamentos e sentimentos suicidas durante a produção do álbum. Na música, a cantora compara suas próprias experiências com a adolescência e a transição para a vida adulta às de Brittany Murphy.
Conceito, arte e visuais Worst Girl in America é um álbum visual, com videoclipes correspondentes para cada música. Slayyyter, que criou o estilo da campanha do álbum sozinha, começou a pensar no visual de Worst Girl na primavera de 2024, inspirada por posts que via no Tumblr. Essas inspirações incluíam imagens católicas, o "glamour trash do Meio-Oeste" de sua infância, além de edições de fãs, GIFs e o visual de Lana Del Rey. Slayyyter escolheu intencionalmente não ter uma "imagem de estrela pop posada" para a capa do álbum, reagindo contra o visual "estilizado, retocado e glamouroso" de Starfucker. Em vez disso, ela se inspirou em capas de álbuns de rappers homens e em elementos culturais de homens heterossexuais, como skate e Supreme. Slayyyter afirmou que a imagem do símbolo de dólar no álbum era uma paródia da riqueza, já que sua família enfrentou a pobreza durante sua infância e ela continua a lutar contra o analfabetismo financeiro até hoje. Outras inspirações visuais de Slayyyter incluem fotos de paparazzi de Lindsay Lohan e Paris Hilton nos anos 2000 e as botas de chuva enlameadas de Kate Moss no Festival de Glastonbury de 2005, que inspiraram a capa do álbum. Apesar de ter financiamento da Columbia Records, Slayyyter usou materiais baratos, cenários e móveis de sua própria casa, e materiais e figurinos feitos por ela mesma para os visuais do álbum, para replicar seu som "feio". Para os videoclipes de "Beat Up Chanels" e "Dance...", Slayyyter posou em frente a celebrações públicas do Quatro de Julho e da Véspera de Ano Novo, respectivamente, para suas cenas de queima de fogos de artifício. Amante do cinema, Slayyyter também foi influenciada pelos filmes de David Lynch e por Gummo, de Harmony Korine, um "retrato assustador do meio-oeste", na criação dos visuais do álbum.
Motivo do coelho Um personagem recorrente notável nos videoclipes e apresentações ao vivo é um homem fantasiado de coelho, inspirado nas cenas da websérie de terror Rabbits (2002) e apresentadas tempos depois no filme Inland Empire (2006). Ela o descreve como tendo uma "aparência ameaçadora" e sendo "pervertido", representando muitas coisas, como conflitos internos e memórias distorcidas da infância. Slayyyter disse que o personagem também foi inspirado na casa de sua infância, que sua mãe decorou com várias obras de arte de coelhos. Esse personagem é comumente conhecido como o Bunny Man.
Lançamento e promoção Slayyyter apresentou várias faixas de Worst Girl in America, incluindo "Dance...", "Yes Goddd" e "St. Loser", durante seu set no Homobloc, em Manchester, no dia 6 de dezembro de 2025. Em 6 de setembro de 2024, Slayyyter usou "YYY Text" associado a um número de telefone (+1 314-635-1436) para enviar mensagens de texto, para coincidir com o lançamento de seu single "No Comma". O número foi reativado como um recurso de inscrição no site oficial da artista para promover o álbum Worst Girl in America, estilizado como um RSVP, enviando mensagens automáticas aos fãs inscritos sobre as datas de lançamento de futuros singles, suas capas, anúncios de vídeos e produtos. Na expectativa do lançamento de Worst Girl, previsto para outubro de 2025, a letra "I get so gay off that tequila" da música "Crank" viralizou em redes sociais como o TikTok. Fãs frequentemente legendavam fotos da YouTuber Kayla Sims com a letra e republicavam outras fotos no formato "I Get So X Off That Y". Worst Girl in America foi lançado mundialmente em 27 de março de 2026 através da Records e Columbia Records; estava dsponível nos formatos CD e disco de vinil através de sua loja virtual, além dos formatos digitais, como download digital e streaming on-line. Slayyyter afirmou em 15 de abril que tinha interesse em lançar mais músicas ao longo de 2026, incluindo demos e canções que não entraram na tracklist final do álbum. Em 17 de abril de 2026, Slayyyter lançou "Broke Bitch Freestyle" como single surpresa. A canção foi apresentada pela primeira vez em 2024 durante sua apresentação no Boiler Room em Washington, D.C., e desde então se tornou uma das faixas mais aguardadas do álbum. O lançamento da faixa alimentou rumores de uma futura edição deluxe do álbum, principalmente depois que Slayyyter a declarou sua música favorita do álbum em sua conta no X (antigo Twitter). Além disso, a cantora abriu sua apresentação no segundo fim de semana do Coachella de 2026 com a canção.
Singles "Beat Up Chanels" foi lançado como o primeiro single do álbum em 1 de agosto de 2025, juntamente com o anúncio de seu novo contrato com a Columbia Records. O segundo single, "Cannibalism!", foi lançado em 12 de setembro. "Crank" foi lançado como o terceiro single do projeto em 24 de outubro. "Dance..." foi lançado como o quarto single em 13 de janeiro de 2026, coincidindo com o anúncio do álbum. O quinto e último single do registro, "Old Technology", foi lançado em 24 de fevereiro do mesmo ano.
Worst Girl in the World Tour
Em 16 de março de 2026, Slayyyter anunciou a turnê Worst Girl in the World, com início para 3 de setembro em Vancouver, Canadá, e passará por cidades na América do Norte, América do Sul e Europa, com a dupla de produtores Pearly Drops servindo como atração de abertura nos shows da etapa norte-americana e europeia.
Recepção crítica
Worst Girl in America recebeu críticas positivas dos críticos de música. No site agregador de críticas Metacritic, que estabelece uma média de até cem pontos com base nas avaliações da grande mídia, o álbum obteve 85 pontos de aprovação, que foram baseados em sete avaliações profissionais recolhidas, indicando "aclamação universal", tornando-se o álbum mais bem avaliado da artista. O site agregador de resenhas AnyDecentMusic? atendeu 7 avaliações e deu ao álbum uma média de 7,6 de 10, com base na avaliação do consenso crítico. Enquanto isso, no site Album of the Year, obteve 79 pontos de 100 com base em 9 críticas. A crítica de Matt Collar, para o AllMusic, destacou as influências que Slayyyter extraiu ao longo da lista de faixas: o brilho e a influência da Madonna da era Ray of Light em "Gas Station", o estilo de Blondie em "Unknown Loverz" e a sonoridade de Robyn em "Old Fling$", com seu refrão EDM crescente. Collar elogiou Slayyyter por nunca deixar de imprimir sua própria marca nessas músicas, apesar das referências às músicas dance dos anos 2000 e 2010. Para Collar, Worst Girl in America marcou uma evolução do som de Troubled Paradise e Starfucker, "fundindo o clássico som teen R&B de Britney Spears com a atitude irônica e provocativa de Kesha" com ainda mais vigor do que antes. Escrevendo para a revista Slant, Alexander Mooney afirmou que o álbum "canaliza todos os seus impulsos mais selvagens, mas seus momentos de êxtase estrondoso e seus baixos pulsantes são dosados com cuidado e precisão". Contrastando o disco com Starfucker, Mooney opinou que Worst Girl in America representou "mais uma conquista sonora do que temática" para Slayyyter, onde ela "encontra um som que é inconfundivelmente seu". Para Mooney, o álbum foi, em última análise, "mais uma reflexão conceitual sobre os altos e baixos de se expressar do que a declaração de intenções sugerida por sua produção virtuosa". Robin Murray, da Clash, elogiou o álbum como um "meteorito pop pronto para deixar uma cratera extra mantendo-se fiel à "efervescência rave-pop" característica da cantora, Murray considerou o álbum mais "conciso e repleto de intenção" do que seus trabalhos anteriores, indicando que Slayyyter "construiu sobre seu passado, aprendeu com seus erros e parece pronta para assumir seu trono". A Pitchfork concedeu ao álbum o selo de "Best New Music" A crítica de Harry Tafoya comparou a evolução de Slayyyter em relação aos seus trabalhos anteriores à de Charli XCX, de Crash (2022) a Brat (2024): assim como Brat, Worst Girl in America "consegue seu impacto ao descartar a delicadeza pop e mergulhar de cabeça no antagonismo das pistas de dança". Slayyyter rejeitou comparações entre ela e Charli XCX em uma entrevista anterior, dizendo que elas não se conheciam e atuavam em partes separadas da indústria musical. Essa mudança permite uma vulnerabilidade maior em comparação com os lançamentos anteriores de Slayyyter, já que "o caos não apenas aumenta a emoção de sua música, mas também destaca sua humanidade".
Alinhamento de faixas
Notas
↑[a] significa um produtor adicional. ↑[b] significa um produtor vocal. Todas as faixas são estilizadas em letras maiúsculas. As faixas "Beat Up Chanels", "Old Flings" e "St. Loser" são estilizadas com o símbolo de dólar em vez da letra S ("BEAT UP CHANEL$", "OLD FLING$" e "$T. LOSER", respectivamente).
Desempenho nas tabelas musicais
Posições
Histórico de lançamento
Notas
Referências