Tropário (em latim: troparium; em grego: τροπάριον; romaniz.: tropárion; em georgiano: ტროპარი; romaniz.: tropari; em antigo eslavo eclesiástico: тропа́рь; romaniz.: tropar) é uma forma de canto de origem grega semelhante ao hino, ao salmo responsorial e à ladainha, empregada sobretudo nos ritos orientais para acompanhar procissões. Muitos tropários são dedicados à Virgem Maria. É uma espécie de antífona mais extensa. Em geral, compõe-se de uma estrofe cantada pelo coro, seguida de um estribilho respondido pela assembleia; depois, um versículo é entoado por um solista, retomando-se novamente o estribilho da comunidade. Essa sequência pode repetir-se várias vezes e, ao final, retorna-se à estrofe inicial, por vezes cantada também parcialmente pela assembleia. A estrofe possui caráter mais hínico e lírico do que o de uma antífona tradicional, enquanto os versículos, semelhantes a tropos, são executados pelo solista com respostas mais breves da comunidade. Assim, o tropário articula harmonicamente os três participantes do canto litúrgico: assembleia, coro e solista. Em alguns casos, os tropários apresentam estrutura semelhante à dos responsórios do Ofício de Leitura ou dos responsórios breves das demais Horas litúrgicas. São utilizados principalmente como cânticos de entrada das celebrações, mas também podem ser empregados após as leituras e a homilia, funcionando como síntese e assimilação do conteúdo proclamado. Desempenham, desse modo, a função de comentários e desenvolvimentos poéticos dos temas da festa litúrgica.

Referências